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domingo, 15 de maio de 2011

Os 3 Ps da Gestão Pública

Tempos atrás escrevi um artigo sobre gestão empresarial no qual citava o tripé da sustentabilidade. Conhecido no meio acadêmico como triple bottom line, esse modelo trouxe para as organizações a consciência de que nenhuma empresa consegue sobreviver ancorada apenas em resultados medidos pelos demonstrativos contábeis. Duas outras vertentes são essenciais à estratégia. Uma diz respeito ao viés social, ou seja, ao retorno dado à sociedade em função do crescimento do negócio. A outra, cada dia mais forte, revela que não basta dar lucro e manter programas desenvolvidos no campo da responsabilidade social. Para garantir um lugar ao sol, as empresas devem também cuidar do meio ambiente, sob risco de deteriorarem, além da matéria-prima, outro ativo ainda mais relevante: sua reputação.
Na área publica as necessidades em termos de gestão estratégica são similares ao modelo privado, do qual guarda enorme distância. Um dos motivos é o fato de que, ao desenvolver e implantar uma política pública, o gestor, independentemente da esfera de atuação, não se preocupa em institucionalizá-la ou torná-la perene. Sua visão é predominantemente difusa, com objetivos de curtíssimo prazo. Nem sempre fica claro onde se quer chegar. Faltam projetos estruturantes, que ajudem a resolver problemas de interesse coletivo e promovam o desenvolvimento sócio-ambiental do município, estado ou país. O gestor publico não é preparado para perceber que tudo está interligado, não existindo mais política de governo que não seja intersetorial. Assim como nas empresas, a qualidade do resultado ocorre em função da qualidade do modelo de gestão. É preciso pensar política pública considerando o mesmo tripé do meio empresarial privado; sobretudo, propor ações governamentais articuladas, que não desconsiderem na sua matriz de análise possíveis impactos ambientais negativos ou piora dos indicadores sociais. 
Inspirar-se nas boas praticas privadas é um bom caminho. Sistemas de medição de desempenho empresarial podem ser adaptados para a área pública. A exemplo do Balanced Scorecard de Kaplan e Norton, há que se desenvolver um painel de controle para monitorar os processos internos do setor público, a performance das equipes, a capacidade de inovação e os avanços tecnológicos. Ainda dentro do BSC é imprescindível buscar o desejável equilíbrio entre medidas financeiras e não-financeiras, tendo como meta prioritária a elaboração de políticas públicas sustentáveis.
Eu, com minha mania de simplificar tudo, recomendo que se responda cinco perguntinhas básicas antes de se colocar na rua um novo bloco da políticas públicas:
1) quanto custa para a sociedade?
2) o que o cidadão ganha no curto, médio e longo prazo?
3) quais os impactos ambientais e retornos sociais esperados?
4) os processos são racionais ou se pretende informatizar o caos?
5) os resultados são passíveis de medição?

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O que é ARTE?

Pigmentos, fotogramas, animações, letras, formas, designs, movimentos, ângulos, rimas, gravuras, desenhos, sons, silêncios, performances, libretos, aquarelas, moldagens, insigths, coreografias, pixels, roteiros, cifras, odes e elegias...

Qualquer que seja a linguagem, a verdadeira ARTE está em saber CONTAR HISTÓRIAS!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

É o fim do mundo..!


Fiquei sabendo hoje que o fim do mundo foi antecipado. De 2012, conforme nos revelou John Cusack há dois anos, veio para 2011, exatamente no próximo dia 21 de maio, segundo um grupo cristão norte-americano chamado Family Radio. Eu achei que o fim do mundo aconteceria no dia da morte de Bin Laden mas, felizmente, nada aconteceu. Minha mãe sempre acreditou na velha profecia “mil passará e dois mil não chegará”, atribuída a trechos bíblicos e a Nostradamus. Passaram-se 11 anos da virada do milênio e a vida continua passando bem, obrigada. Minha avó disse para minha irmã que o fim do mundo havia chegado quando ela entrou em casa rebolando com seu fio dental azul. Não o higiênico, o outro..! A escatologia assusta, atrai, incita, inspira e, se dela duvidar, pira também. O que me fez escrever este post foi a necessidade de dividir com você o resultado de uma pesquisa recentemente realizada para descobrir qual a primeira coisa que as pessoas fariam se tivessem certeza de que a roda da vida deixaria de girar. A maior parte largaria o trabalho na mesma hora, o que não surpreende, já que a resposta coincide com outra sobre o que fariam se ganhassem na loteria. O mais curioso está nas respostas dadas pelas minorias. Os avarentos, por exemplo, gastariam a poupança de uma vida inteira em bares, shoppings e restaurantes. Em paralelo, os banqueiros subiriam os juros diante do súbito aumento da demanda provocada pela falta de juízo final. As anoréxicas, bulímicas e gordinhas complexadas trocariam o regime da sopa pelo rodízio de pizza com sorvete de açaí, banana e granola grátis. Os mais românticos correriam para os braços da família e descobririam coisas sobre ela que jamais ousaram imaginar. Os mais afoitos se suicidariam, certos de que “não se deve deixar a morte para o dia 21 se você pode morrer hoje”. Os revolucionários tentariam mais uma vez salvar a pátria antes que ela fosse para o espaço junto com o planeta. Os intelectuais, de esquerda e de direita, seriam unidos pelo centro da loucura que os obrigaria a escolher o derradeiro livro, o último filme, a música final que curtiriam na passagem para a eternidade. Ops! Falha técnica. Intelectual que se preza não acredita em eternidade, o que dá a eles ainda mais razão para perderem de vez a razão. A geração y surfaria nas ondas da net até o último byte do dia 20. As crianças comemorariam o primeiro Natal fora de época. Os artistas trocariam a arte pela vida pouca que lhes resta. Os otimistas achariam um jeito de explicar a todos o lado bom da morte. Os botafoguenses botariam fogo na camisa do time, já que a esperança da vitória não seria mais a última a morrer. Por fim, para não dizer que não falei das flores, os mais espertos, sensatos e equilibrados fariam sexo até a chegada do dia D...